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Planejamento Estratégico da Empresa e Pessoal – algo para refletir…

Por Elenara Baís

Costumo afirmar que pessoas e empresas são mesmo bem parecidas, sob diversos aspectos. Primeiro até porque empresas são constituídas substancialmente de pessoas! Além disto, podem-se observar diversas semelhanças: Empresas são entidades denominadas “pessoas jurídicas”, nascem, têm registro de nascimento, CNPJ, crescem e um dia morrem, ou transformam-se em algo novo, em novas perspectivas e dimensões, como tantos preferem abordar o misterioso tema do final dos ciclos e das coisas.

Assim como as pessoas, empresas também têm suas fases definidas de desenvolvimento. Não se pode esperar de uma empresa em uma fase inicial que produza ou apresente uma determinada performance que só empresas em fases bem posteriores terão, assim como não se pode esperar de uma criança de quatro anos que consiga resolver questões mais complexas que só fará após os sete anos. Diferente das pessoas, empresas podem passar décadas em uma mesma fase, no entanto, a mudança de fase também depende de circunstâncias favoráveis, assim como com as pessoas.

Empresas têm caráter. Empresas têm personalidade. Existem empresas nervosas, neuróticas, existem empresas espiritualizadas, empresas sisudas e empresas alegres, empresas “devagar quase parando” e empresas arrojadas, dinâmicas… Empresas desonestas e honestas, empresas que não são do bem e empresas do bem!

Infindáveis fatores podem ser relacionados aos porquês destas características, tanto para as empresas como para as pessoas, porém há certamente alguns que se destacam. Décadas de estudos, centenas de pesquisas e trabalhos publicados apontam no mesmo sentido: Pessoas que atribuem significados saudáveis e positivos às suas ações e à sua vida apresentam resultados altamente diferenciados em relação àquelas que por diferentes motivos não o fazem. Pessoas que fazem mais e melhor que a média, que superam seus limites, cansam menos buscam mais e produzem com mais qualidade.

Em seu clássico best-seller “Os sete hábitos das pessoas altamente eficazes” o precioso administrador Stephen Covey , fundador da Covey Leadership Center e diretor da internacional consultoria FrancklinCovey Corporation observa que estas pessoas são pró-ativas, sabem onde querem chegar, conseguem distinguir o quê é mais importante, pautam suas ações em valores e princípios claramente definidos, por isso são auto-motivadas e agregam outras pessoas ao seu redor, perenizam relacionamentos saudáveis, criam sinergia e estão sempre dispostas a aprender… Sim, pessoas assim existem em todos os lugares, são inspiradoras e fazem a diferença para melhor ao seu redor!

E as empresas? Exatamente da mesma forma, estudos volumosos e atuais constatam que empresas que se destacam em seus mercados de atuação são as que se movem de maneira mais estruturada em direção a objetivos claramente definidos, atribuem significado existencial ou espiritual à sua atuação e alinham as ações de todo o seu pessoal a este propósito através da definição de valores que pautam seu comportamento na sociedade e definem sua imagem no mercado. Estamos falando de Planejamento Estratégico bastante além de quadrinhos nas paredes expondo Visão, Missão e Valores. É necessário seja real, vivo e consistente, que pulse em sintonia no coração de todas as pessoas que compõem a empresa, inspirando-as a mover-se numa mesma e definida direção.

Estas são as empresas que atualmente fazem a diferença no mundo. Agregam valores e pessoas, desenvolvem e retêm talentos, criam soluções e melhoram o mundo!

É possível imaginar algo melhor ainda neste sentido? É sim. Mais do que imaginar, pode-se observar, constatar, basta querer enxergar, exemplos existem. Diz-se que semelhantes se aproximam e é fato que vínculos sólidos se constroem sobre afinidades. Quando pessoas com planejamento estratégico pessoal definido, ou seja, pessoas que atribuem significado existencial às suas ações, pautadas por valores e princípios e que sabem onde querem chegar encontram-se com empresas semelhantes coisas realmente extraordinárias podem acontecer!

Se você ainda não está inserido e deseja trabalhar em uma empresa que se destaca e faz a diferença no mundo, comece revendo seu planejamento pessoal, o encontro certamente acontecerá. Se você é empresário e deseja pessoas que podem fazer toda a diferença para melhor, comece revendo o planejamento estratégico de sua empresa e suas práticas de gestão. Lembre que as empresas que mais crescem também são as melhores empresas para se trabalhar na opinião de seus colaboradores!

Artigo publicado na revista A Gente 
Elenara Bais é psicóloga, com formação em psicodrama e psicoterapia comportamental - Consultora de Recursos Humanos, palestrante e Diretora de Serviços do Instituto Vitória Humana

Ouvir é ouro, falar é prata


Ouvir é o primeiro passo para trabalhar com os outros e consigo mesmo.


Talvez o silêncio seja o teste mais difícil para a inteligência e a concentração corporal. A humildade passa pelo silêncio. Muitos líderes comentam que não conseguem conhecer a sua equipe e pouco tempo investem em ouvir as pessoas que lidera. A primeira vez que li o texto “escutatória”, de Rubem Alves, percebi o quanto não estamos acostumados a ouvir.

O autor começa assim: Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória. Todo mundo quer aprender a falar. Ninguém quer aprender a ouvir. Pensei em oferecer um curso de escutatória. Mas acho que ninguém vai se matricular.

Silenciar é uma oportunidade profunda e misteriosa. O ouvido é o mais passivo dos órgãos de sentido. Podemos nos recusar a ver, fechando os olhos, como podemos nos recusar a sentir algo, a falar ou até, a provar algumas coisas. Mas não podemos deixar de ouvir o que acontece ao nosso redor. Um barulho súbito provoca uma reação involuntária. Nenhum dos nossos sentidos pode nos desequilibrar tanto quanto a audição.Para você que é líder é fundamental que aprenda a ouvir o que seus liderados têm a dizer. Muitas vezes a expressão não virá pela fala, mas através de gestos, e-mails e, principalmente, do olhar. 

Aprenda a olhar nos olhos deles e identificar suas necessidades, anseios e desejos. A incapacidade de ouvir é a manifestação mais constante e sutil da nossa arrogância e vaidade.

Ouvir é algo que pode ser aprendido. O correto direcionamento da atenção exige muito tempo de treinamento, experiência e dedicação. O ouvir precisa ser espreitado por meio do silêncio. Nos próximos dias, eleja 20 minutos para você apenas ouvir. Pode ser numa caminhada, no escritório ou até mesmoem casa. Quaissão os sons mais comuns do ambiente no qual você está?

E aqui vão cinco Dicadukas para aprender a ouvir:

Não fale enquanto estiver ouvindo o outro. O desejo de expressar as próprias opiniões faz com que se preste mais atenção nas suas próprias ideias do que no interlocutor;
Saiba identificar o que interessa no que você está ouvindo. É mais fácil escutar e saber priorizar se você definir qual é o seu interesse;

Mantenha seu olhar no interlocutor. É mais fácil escutar se você acompanhar a conversa com mais de um sentido. Às vezes até o contato corporal facilita a compreender o outro melhor;

Não dê atenção a assuntos que passam pela sua cabeça e que não estejam relacionados com a conversa. Quando você se divide entre o que está ouvindo e o que terá de fazer mais à tarde em casa, por exemplo, terá menos energia e foco para entender e fazer algo a partir do que foi conversado;

Quando o seu interlocutor tiver terminado de falar, faça um resumo do que você escutou. Dessa forma você poderá conferir o seu nível de compreensão sobre o tema e vai lembrar melhor do que foi dito.

Mas lembre-se: “Não é bastante ter ouvidos para se ouvir o que é dito. É preciso também que haja silêncio dentro da alma.“ (Alberto Caeiro).

Fonte: Você S.A.

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O portal EAD Sebrae tem 47 cursos divididos em: Quero Empreender, Sou um Microempreendedor Individual, Tenho uma Microempresa e Tenho uma Empresa de Pequeno Porte. Bom para quem quer abrir um negócio ou turbinar um já existente. Envia dicas para o celular via SMS.


Computação

O site de ensino à distância da Unicamp possui nove minicursos de computação. Tem para melhorar as buscas na web, editar imagens e até para programar em html (linguagem utilizada para, por exemplo, criar um site).


De marketing a fotografia

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Desenvolvimento pessoal

Entre os 856 cursos oferecidos no JurisWay, destacam-se os de temas jurídicos. Mas tem opções válidas para todas as profissões, como o curso de língua portuguesa e o de desenvolvimento pessoal, que ensina a controlar o tempo e a ser mais criativa.


Fundação Bradesco

O tema tecnologia domina os 93 cursos disponíveis no site da Fundação Bradesco, como webdesign e introdução à informática. Mas há outros bacanas para conquistar a vaga de emprego: "Entrevista: Como Encará-la" e "Postura e Imagem Profissional".


Contabilidade e tributação

Trabalha com contabilidade ou quer entender mais do assunto? O site da Receita Federal tem seis cursos disponíveis. Dois são básicos: sobre CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica) e sobre o Simples Nacional, regime simplificado de tributação aplicável a pequenas e microempresas.


Gestão de negócios

O "Com Licença Vou à Luta", do portal EAD Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural), dá dicas de empreendedorismo, liderança e gestão eficiente dos negócios, principalmente de mulheres produtoras rurais.


Fonte: mdemulher

Líder em Família

por Redação Liderança

Muitos a consideram como o tipo de organização ideal para se trabalhar. Outros acreditam ser um ambiente de trabalho ineficaz. Estamos falando das empresas de controle familiar.

“Inicialmente, é preciso compreender que os gestores das empresas familiares são seres humanos – e, como tal, são indivisíveis, ou seja, os gestores jamais conseguirão ter um completo desprendimento entre a vida familiar e os negócios. Até porque os negócios nascem e crescem com todo um envolvimento e cumplicidade da família.” É o que nos garante Marcus Vinicius Pereira, psicólogo organizacional e especialista em qualidade e produtividade.

A verdade é que, comandadas por herdeiros, cônjuges e sucessores, as empresas familiares constantemente servem de exemplo do que não fazer para administrar os negócios. Casos de insucesso, como a trajetória da tradicional família Guinle, antiga proprietária do Copacabana Palace, mostra bem como uma fortuna acumulada em anos pode ser perdida em pouco tempo nas mãos de uma geração mal preparada para tomar conta dos negócios.

“No mundo, acredita-se que a média histórica de empresas familiares que sobrevivem até a terceira geração é de, no máximo, 10%. No Brasil, especialistas garantem que menos de 5% delas vingaram até o neto ou bisneto assumir o comando”, diz Richard Doern, consultor de empresas que tem atuado com Turnaround Management, algo como “recuperação de empresas” ou “administração de empresas em crise”.

A contratação e a demissão de um familiar – O que é certo é que, em uma empresa familiar, os donos fundadores já têm seus cargos específicos: de donos. No entanto, isso não significa exatamente que eles sempre administrarão os negócios. O que acaba acontecendo nessas companhias é a sucessão ou situações em que o fundador continua administrando a empresa em conjunto com seus familiares diretos e/ou indiretos.

Outras vezes, a melhor maneira de resolver a evolução da empresa é mesmo transformar os donos em conselheiros e contratar profissionais capacitados para administrar, deixando a família fundadora no controle de números, estratégia e acompanhamento.

Em todo caso, para Tom Coelho, consultor e especialista em marketing, a tarefa de um líder que precisa integrar um parente “poderoso” na estrutura hierárquica de uma empresa familiar nunca é uma tarefa fácil e deve envolver um processo com muito diálogo e reflexão.

» Quem contrata deve: expor os direitos e deveres, valores da companhia e normas de conduta.

» Quem demite deve: planejar a demissão para evitar conflitos e intrigas; em seguida, comunicar aos familiares próximos e diretamente àquele que será demitido, expondo claramente os motivos da demissão.

Administrando conflitos – Estabelecer desde o início do relacionamento uma linha divisória entre família e empresa é a grande chave da liderança para se evitar conflitos. “Dentro da organização, palavras como ‘pai’, ‘mãe’, ‘filho’, ‘irmão’ ou ‘cunhado’ devem ser proibidas. Todos devem ser chamados pelos nomes”, garante Coelho.

Enfim, no ambiente de uma empresa familiar, mais do que nunca, os líderes devem se lembrar de que os problemas e as disputas pessoais também precisam permanecer da porta da empresa para fora. Evite, a todo custo, as discussões que invadem corredores e transpõem as paredes e divisórias do escritório. Isso contamina as equipes com fofocas e falta de comprometimento, como acontecia no auge da monarquia que, onde não foi extinta, sobreviveu às custas da modernização de seu discurso e do auxílio plebeu do parlamentarismo.


Fonte: Liderança Online