Empresas
com problemas de caixa normalmente param de pagar em dia os impostos e depois
os salários (ou então, os encargos sociais sobre os salários). Isso se dá
porque são as dívidas não onerosas, ou seja, as que não pagam juros quando há
atraso.
Essa
mentalidade de adiar pagamentos aproveitando-se da dependência dos empregados
ou da ineficiência do Estado em cobrar impostos deve ser abandonada. É
inaceitável que empresários, ainda hoje, atrasem salários de funcionários por
falta de capacidade de gestão de fluxo de caixa. Se for o caso, a empresa deve
contratar empréstimos emergenciais e não deixar de cumprir suas obrigações.
A
gestão da folha de pagamentos geralmente está sob a tutela de dois
departamentos: recursos humanos e financeiros. Ela deve ser gerida de forma a
gerar previsibilidade financeira e atender aos requisitos modernos de gestão de
pessoas – mobilizar, engajar e reter talentos.
Se
a empresa considera a folha de pagamentos como obrigação e não um investimento,
estará fadada a ser uma empresa do passado, em que os funcionários eram peças
intercambiáveis em operações que requeriam repetições e pouca criação de
conhecimento. No mundo moderno, gerenciar de forma ineficiente a folha de
pagamentos traz desmotivação e dificulta a retenção dos mais talentosos.
Uma
forma eficaz de gerenciar a folha é transformar funcionários em parceiros - a
propósito, evite o neologismo de chamar funcionários de ‘colaboradores’, uma
forma de valorizar semanticamente o trabalhador sem exigir ou dar nada de
concreto em troca.
A Remuneração Variável e/ou
participação societária podem gerar bons resultados. De qualquer forma, um
simples plano de cargos e salários, com estratégias para o crescimento do
funcionário, já é útil para elevar a produtividade no trabalho.
Respondido
por Rodrigo Zeidan, especialista em finanças
Fonte:
Exame
Blog AC Pessoal
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